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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Dia de iemanjá: como fazer seu pedido à Mãe das Águas


A grande mãe no Umbanda ouve suas intenções mesmo sem oferendas. Mas aqui você aprende como se conectar mais rapidamente a ela

Por Márcia Carini


Iemanjá sempre me encantou pela sua incontestável beleza. Aprendi a reverenciá-la ainda na infância, quando nas festas de Cosme e Damião, via suas imagens - aquele vestido azul, aquele cabelo impressionante, braços abertos, linda, linda. E nos reveillons passados em praia, me encantavam os barquinhos que lhe eram oferecidos. Agradeço aos meus pais católicos por terem me possibilitado uma educação religiosa ampla, quase ecumênica. Pois quando me tornei adolescente e comecei a ler os livros de Jorge Amado aprendi a "ver" Iemanjá no mundo real, manifestada na natureza e no amor de cada mãe. Eu a vejo sempre que estou perto do mar. Eu a vejo nas ondas quando a noite começa a cair. Eu vejo seu cabelo esparramado no balançar das águas e eu a sinto, olhando para mim. A reportagem da revista BONS FLUIDOS sobre Iemanjá fala de seus inúmeros nomes e da lenda de sua criação. Ela tem a incumbência de manter o equilíbrio emocional e mental dos seres humanos. Então, no dia 02 de fevereiro, perto do mar ou longe dele, se você quiser pedir que Iemanjá ajude a restaurar o seu equilíbrio emocional, pode tentar se conectar a ela.

A sacerdote de Umbanda e terapeuta holística Deuse Mantovani ensina que o mais importante é saber que todas as entidades - assim como todas as coisas da natureza - possuem uma vibração energética (que na física chamamos de frequência de oscilação). Alguns elementos podem nos ajudar a entrar na mesma vibração de Iemanjá - os rituais e oferendas são uma dessas formas. Lembre-se portanto que cor azul claro pode fazer com que você se sintonize com a vibração energética da Mãe das Águas. Um ritual possível e muito bonito, sugerido por Deuse, é o de acender 7 velas de cor azul clarinho dispostas em círculo e, junto a elas, colocar rosas brancas. O resultado final é o de uma bela mandala. A intenção precisa ser positiva de agradecimento ou de pedido, sempre focando a mente na cor azul claro e na vibração de amor e de criação. Se você não encontrar as velas nesta cor, pode acender velas brancas e usar uma fita azul claro, daquelas fininhas, para amarrar suavemente as velas, unindo-as, por exemplo. Isso pode ser feito na areia, em frente ao mar (neste caso, abra um pequeno buraco na areia para que o vento não apague as velas), ou na sua própria casa. Existem preces para Iemanjá, mas elas não são obrigatórias. Basta que o coração e a mente estejam abertos para a energia que Iemanjá emana. Carregue consigo a força generosa e a tranquilidade dessa vibração durante o ano todo para se sentir protegido e abraçado.

(publicado originalmente em http://casa.abril.com.br/materia/dia-de-iemanja-como-fazer-oferendas) 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vamos Acordar!

É importante nos lembrarmos constantemente que devemos viver nossas vidas com a consciência presente e vibrando verdadeiramente quem somos.
A sociedade hoje vive um torpor sem tamanho para poder dar conta da vida como ela se encontra. As pessoas não conseguem manter sua verdadeira personalidade, sua opinião, seus anseios, pois são estimuladas o tempo todo a mentir.
A pressão de batermos as metas cada vez mais inatingíveis, a cobrança do desempenho, o corpo perfeito, a vida socialmente correta, filhos perfeitos, o carro do ano, o celular do ano, a tevê do ano, o computador do ano...
Engolir notícias diárias de assassinatos, agressão contra mulheres, abusos de crianças, pessoas morrendo nos corredores dos hospitais sem nenhuma dignidade, corrupção, promiscuidade...
A vontade é de não ter consciência de nada disso, é ignorar essa verdade, é não se sentir responsável por nada disso... E por que seria diferente?

terça-feira, 22 de março de 2011

Água

A água está presente em toda a forma de vida da natureza e caminha através de seu ciclo por todo o planeta, desde as regiões mais profundas no interior da terra, até os cumes mais altos e gelados. Com isso adquire uma experiência própria que é transmitida a nós através de suas vibrações específicas.

         Desde os tempos mais remotos, o homem se utiliza da água para emitir informações de um estado vibratório para outro. Utilizamos a água fluidificada por orações, água benta, água magnetizada das mais diversas formas: por aparelhos, símbolos radiestésicos, transmissão mental, transformadas em remédios por entidades espirituais etc., e sempre foram aceitas e utilizadas nas mais diferentes formas de cura, sejam elas físicas, emocionais ou espirituais.

Hoje, a maioria dos remédios vibracionais utiliza a água como veículo para captar vibrações e comandos de determinadas fontes energéticas e transmiti-las a outros campos vibracionais como, por exemplo, os florais, os elixires de cristais, os compostos vibracionais coloridos, dos elementos, etc.

         A água constitui de 70 a 85% do corpo de um ser humano adulto, porcentagem esta equivalente à constituição do nosso planeta. Ela, além de constituir grande parte do nosso organismo, pode através de suas inúmeras propriedades, adentrar o interior do núcleo de nossas células, e participar ativamente de todas as reações químicas e metabólicas de nosso corpo.

Por possuir todas estas qualidades, e por ser o elemento da natureza que melhor representa a sincronicidade do ser humano com o seu planeta e com a sua própria natureza, devemos a ela uma lembrança especial neste seu dia.

“A água faz tanto por nós! Ela aquece o nosso corpo, refresca a garganta seca e leva para fora do nosso organismo todos os resíduos sem jamais pedir algo em troca. Quando você pensa em todos os benefícios que a água nos traz, o que pode se sentir a não ser gratidão?” (Emoto, 2009, p.92).
                          
                                                                                             Deuse Mantovani

domingo, 13 de março de 2011

Começou a Quaresma!


E com ela a necessidade de estarmos mais atentos à pressão que sofremos das forças que nos são contrárias.
A existência da sombra é fato consumado numa dimensão onde reina a dualidade. Não podemos negá-la. E o primeiro passo para se lidar com ela é reconhecer o seu poder.
A sombra se utiliza de tudo o que você rejeita, de tudo que você descarta na sua vida. O que é lixo para uns, é alimento para outros. Ela trabalha com a simplicidade, utiliza e passa a dar valor ao que você rejeita, e assim consome aos poucos sua energia. Ela absorve tudo. Ela se alimenta da mentira e do medo.
Ela é inteligente, é capaz de tirar nosso foco, distorcer a realidade, criar ilusões sobre ela e sobre nós mesmos. Ela observa. Assim, passamos a ser alvo fácil para ela. São predadores 24 horas. Ela não dorme, não descansa, não tira férias. Conhece em nós aquilo que nós mesmos não conhecemos.
Passamos assim a sermos alvo fácil para seus ataques. A sombra nos faz sentir sintomas que se confundem com doenças. Toda vez que deixamos de estar no controle de nossas vidas, de nossas escolhas, de nossa vontade de nossas emoções, a sombra está presente. Isso para nos fazer tomar consciência que estamos afastados de nossa essência.
Ela é viciada em nossas dependências, sejam elas químicas, emocionais e ou espirituais. Por isso coloque-se em dia com a sua sombra para poder viver na luz.
                                        
                                        
                                           Deuse Mantovani



domingo, 16 de janeiro de 2011

Incomunicação

Estamos no ano regido pelo planeta Mercúrio, que rege entre outras coisas a comunicação, e é importante aproveitar a oportunidade para refletir um pouco em torno desse tema, uma vez que a tecnologia moderna anulou as distâncias e fez deste mundo uma pequena “aldeia”, dentro da qual somos todos vizinhos.
Há, porém, um problema: é que, enquanto se amplia a comunicação à distância, parece que vai se diminuindo a comunicação interpessoal.
Sabemos pela televisão, pela internet, pelo rádio, o que está acontecendo a cada momento em qualquer parte do mundo, contudo não sabemos como vai a família que mora ao lado de nossa casa.
O telefone e o computador nos permitem falar diretamente com alguém que mora do outro lado do mundo. Todavia não nos comunicamos com as pessoas que vivem em nosso redor.
Estamos ao mesmo tempo na era da comunicação e na era da incomunicação.
Colocam-se várias pessoas numa sala recebendo as notícias que a TV lhes comunica, mas estas pessoas não se comunicam entre si.
O pai não está informado sobre como foi o filho na escola naquele dia. O filho não está informado de como foi o pai no trabalho. O marido não toma conhecimento dos problemas da esposa, nem a esposa sabe quais são as dificuldades que o marido enfrenta. Mas todos sabem sobre tudo sobre as coisas que acontecem no mundo.
É um tempo de contrastes. É um tempo de progresso na matéria e desprogresso no espírito. E é preciso a gente parar para refletir, a fim de restabelecer o equilíbrio e evitar que o superdesenvolvimento do diálogo à distância acabe tornando impossível o diálogo pessoal, íntimo.
Outro dia ouvimos um homem dizer-se decepcionado consigo mesmo, e que precisava prestar mais atenção às coisas que acontecem a seu lado. Deu um exemplo: “Imaginem que no dia em que morreu o Rei Faiçal, fiquei sabendo no exato momento em que aconteceu pelo rádio. Da morte do meu vizinho que aconteceu no mesmo dia, fiquei sabendo só no dia seguinte”.
Todos nós temos algo a ser corrigido nesse aspecto. A vida moderna embrutece o homem, e ele vai aos poucos perdendo o senso de intervivência.
Vamos sendo transformados em ilhas, perdendo o relacionamento com nossos próximos mais próximos. Convivemos com o coletivo, mas não com as pessoas que estão ao nosso redor. Muitas pessoas já adquiriram imensa dificuldade em conseguir se expressar diante de outras pessoas, e falam maravilhosamente através de emails, sms, torpedos... Namoram muito bem via Internet, sem ao menos trocarem energias entre si por estarem próximos... Estamos ligados com milhares de pessoas nas redes sociais e ao mesmo tempo nos sentimos sozinhos....
É a era da comunicação ou da incomunicação?
Será que estamos tão saturados com informações que nos chegam do externo que já não suportamos lidar com as informações que nos estão próximas... aquelas que exigem a nossa presença, a nossa atitude, a nossa opinião....
É tempo de refletirmos sobre isso, mudarmos algumas atitudes e principalmente, selecionarmos aquilo que absorvemos para não enchermos o nosso campo mental com informações inúteis, que estarão ocupando o espaço das informações que nutrirão a nossa alma, nos trarão ensinamento e principalmente àquelas que trarão crescimento ao nosso espírito...
(tema inspirado por um Editorial publicado na Folha do Norte do Paraná em Agosto de 1975)
Deuse Mantovani